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VPN

Rede privada virtual que criptografa a conexão de internet e mascara o endereço IP real do usuário, redirecionando o tráfego por servidores em outras localidades.

O que é VPN?

VPN (Virtual Private Network, ou Rede Privada Virtual) é uma tecnologia que cria um túnel criptografado entre o dispositivo do usuário e um servidor remoto. Todo o tráfego de internet passa por esse túnel, fazendo com que o endereço IP visível para sites e serviços seja o do servidor VPN, não o do usuário real.

Originalmente projetadas para proteger a privacidade e segurança de conexões corporativas, as VPNs se tornaram populares entre usuários comuns para acessar conteúdo restrito por região e navegar com maior privacidade. No entanto, essa mesma capacidade de mascarar a identidade e localização é frequentemente explorada por fraudadores para clicar em anúncios pagos sem serem identificados.

No cenário de fraude de cliques, VPNs representam um desafio significativo porque o tráfego criptografado que passa por elas pode parecer legítimo, especialmente quando o servidor VPN utiliza IPs residenciais ou de provedores comerciais reconhecidos.

Como funciona

Quando um usuário ativa uma VPN, o software no dispositivo estabelece uma conexão criptografada com um servidor remoto operado pelo provedor de VPN. A partir desse momento, todas as requisições de internet seguem este fluxo:

  • Criptografia local — Os dados são criptografados no dispositivo antes de saírem pela rede do provedor de internet.
  • Túnel seguro — Os dados criptografados trafegam até o servidor VPN, onde são descriptografados.
  • Nova identidade — O servidor VPN acessa o site de destino usando seu próprio IP, ocultando o IP original do usuário.
  • Retorno criptografado — A resposta do site faz o caminho inverso pelo túnel criptografado.

Os tipos de VPN relevantes para o contexto de fraude incluem:

  • VPNs comerciais — Serviços como NordVPN, ExpressVPN e Surfshark, usados por consumidores para privacidade. Seus IPs são frequentemente catalogados em listas de detecção.
  • VPNs residenciais — Utilizam IPs de conexões domésticas reais, tornando o tráfego muito mais difícil de distinguir de acessos genuínos.
  • VPNs dedicadas — Servidores privados com IPs exclusivos que não aparecem em listas públicas de VPN.

Fraudadores sofisticados combinam VPNs com proxies rotativos e emuladores de dispositivos para criar perfis de clique que imitam perfeitamente o comportamento de usuários reais.

Por que é importante para anunciantes

O uso de VPNs em fraude de cliques invalida a principal defesa nativa do Google Ads: a exclusão de IP. Quando um fraudador alterna entre servidores VPN em diferentes países, cada clique aparenta vir de um usuário diferente em uma localidade diferente. Isso torna a detecção baseada em IP praticamente inútil.

Para anunciantes que segmentam campanhas geograficamente, o tráfego via VPN cria um problema adicional: cliques vindos de regiões fora da segmentação podem consumir orçamento mesmo quando o anunciante configurou restrições geográficas, pois o Google vê o IP do servidor VPN, que pode estar dentro da área alvo. Identificar e filtrar esse tráfego exige camadas de proteção além do bloqueio de IP.

Como se proteger

  • Cruzar dados de IP com listas atualizadas de VPNs conhecidas para sinalizar tráfego potencialmente mascarado.
  • Implementar fingerprint de dispositivo como camada complementar, já que a VPN troca o IP mas não altera as características do dispositivo.
  • Monitorar inconsistências geográficas entre o fuso horário do navegador e a localização do IP, um indicativo clássico de uso de VPN.
  • Utilizar ferramentas de proteção com detecção multicamadas que combinam análise de IP, comportamento e fingerprint para identificar fraude via VPN.

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